Os olhos de Joana (Parte 2)

Os olhos de Joana não saíram da mente de Mário na noite que seguiu aquela tarde. Já estava quase na hora de encontrar Luana, por quem estava verdadeiramente interessado. Sabia que o relacionamento iminente seria mais uma fachada e algo cômodo, mas Luana, filha do melhor amigo de seu pai, era uma moça linda e atraente. Uma das mulheres mais cobiçadas da alta sociedade natalense, possuía cabelos esvoaçantes e olhos claros. Possuía um sorriso muito branco. Porém, possuía algo de triste em sua feição. Talvez fosse a futilidade tão peculiar em seu meio, o anseio de sempre querer mais do que já possui materialmente. Mário havia combinado de jantarem em um restaurante em Ponta Negra e depois estenderiam por alguma boite. Durante o jantar, risos, olhares e assuntos variados: viagens, festas, amigos em comum e as últimas notícias. A noite terminou em alguns beijos. Nada de muito diferente do que ele já havia vivido.

 

Enquanto isso, na casa de D. Célia, Joana comia e falava, entusiasmada, ao mesmo tempo. Falava do seu trabalho, das pessoas que conheceu e, principalmente, do seu chefe, aquele homem de paletó que se fixou indelevelmente em sua mente. Depois, foi deitar e ler seu clássico machadiano como fazia toda noite.

 

No dia seguinte, Joana estava em seu setor, entediada pelo vai-e-vem de produtos naquela máquina. Estava toda coberta por aquele traje típico industrial: a única coisa que a distinguia dos demais eram seus expressivos olhos. E foram eles que atraíram Mário em meio a tanta gente aparentemente igual. Ele observava aquela menina trabalhando, com o olhar fixo, que, ao mudar de posição, fixava-se com perfeição, como se aquela coisa à qual ela olhava fosse a única existente no mundo e não entendia o porquê.

 

Com o decorrer do tempo, o relacionamento entre Luana e Mário tornou-se mais sério. Passou de meras ficadas a um namoro real, o que foi ovacionado pelas famílias. Na indústria, Joana começou a nutrir uma admiração inexplicável por aquele homem, um sentimento platônico que fazia com que seus olhos fossem fãs unicamente daquele ser humano. Ela já o amava, mesmo tentando evitar.

 

Em março daquele ano, Joana conheceu Pedro, que era um estudante da UFRN e pegou o mesmo ônibus de Joana. Sentou-se ao seu lado e engrenaram uma animada conversa. A meia hora de percurso ocasionou muitos risos a cada solavanco do ônibus e o papo só terminou quando Joana chegou ao seu destino.

 

– Preciso descer aqui…

 

– E então, quando nos falamos de novo? – ele perguntou.

 

– A gente se esbarra por aí…

 

– Espera, me diz seu nome… Me dá seu telefone ou seu MSN pra gente conversar.

 

Joana pegou o caderno que Pedro carregava e anotou seu telefone.

 

– Olha que eu vou ligar, hein?

 

– Tudo bem… Prazer.

 

(continua…)

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~ por littlesisters em abril 18, 2008.

Uma resposta to “Os olhos de Joana (Parte 2)”

  1. odeio esse tipoooooooo de histttttttt
    qro saber o final djáaaaaaaaaaaaaaaaa

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