(Quase) tudo vale.

•junho 6, 2008 • Deixe um comentário

Sabe quando você acorda e parecem que colocaram uma pedrinha no seu sapato que você passa o dia inteiro puta? É isso que a gente sente com certas pessoas. Pode ser amigo(a), namorado(a), mãe, pai, irmã(o), todos nós temos alguem que nos deixam p*t*s da vida. As vezes certa pessoa até te conforta, ou é da família, ou quando te faz bem te faz esquecer o momento de chatiação. Então meu conselho para vocês que até queriam se livrar dessa pessoa mas por algum motivo(não ser assim tão fácil, laço sangüineo, afetividade sexual) não podem… faça algo para desconcentrar você dessa pessoa(por que se não quem morre de estresse é você), no meu caso, eu gosto de dar murros(não na pessoal, que se, causar lesão corporal grave é crime) e ameaçar gatos(até por que matar é inconstitucional). (Quase)Tudo vale.

Os olhos de Joana (Parte 2)

•abril 18, 2008 • 1 Comentário

Os olhos de Joana não saíram da mente de Mário na noite que seguiu aquela tarde. Já estava quase na hora de encontrar Luana, por quem estava verdadeiramente interessado. Sabia que o relacionamento iminente seria mais uma fachada e algo cômodo, mas Luana, filha do melhor amigo de seu pai, era uma moça linda e atraente. Uma das mulheres mais cobiçadas da alta sociedade natalense, possuía cabelos esvoaçantes e olhos claros. Possuía um sorriso muito branco. Porém, possuía algo de triste em sua feição. Talvez fosse a futilidade tão peculiar em seu meio, o anseio de sempre querer mais do que já possui materialmente. Mário havia combinado de jantarem em um restaurante em Ponta Negra e depois estenderiam por alguma boite. Durante o jantar, risos, olhares e assuntos variados: viagens, festas, amigos em comum e as últimas notícias. A noite terminou em alguns beijos. Nada de muito diferente do que ele já havia vivido.

 

Enquanto isso, na casa de D. Célia, Joana comia e falava, entusiasmada, ao mesmo tempo. Falava do seu trabalho, das pessoas que conheceu e, principalmente, do seu chefe, aquele homem de paletó que se fixou indelevelmente em sua mente. Depois, foi deitar e ler seu clássico machadiano como fazia toda noite.

 

No dia seguinte, Joana estava em seu setor, entediada pelo vai-e-vem de produtos naquela máquina. Estava toda coberta por aquele traje típico industrial: a única coisa que a distinguia dos demais eram seus expressivos olhos. E foram eles que atraíram Mário em meio a tanta gente aparentemente igual. Ele observava aquela menina trabalhando, com o olhar fixo, que, ao mudar de posição, fixava-se com perfeição, como se aquela coisa à qual ela olhava fosse a única existente no mundo e não entendia o porquê.

 

Com o decorrer do tempo, o relacionamento entre Luana e Mário tornou-se mais sério. Passou de meras ficadas a um namoro real, o que foi ovacionado pelas famílias. Na indústria, Joana começou a nutrir uma admiração inexplicável por aquele homem, um sentimento platônico que fazia com que seus olhos fossem fãs unicamente daquele ser humano. Ela já o amava, mesmo tentando evitar.

 

Em março daquele ano, Joana conheceu Pedro, que era um estudante da UFRN e pegou o mesmo ônibus de Joana. Sentou-se ao seu lado e engrenaram uma animada conversa. A meia hora de percurso ocasionou muitos risos a cada solavanco do ônibus e o papo só terminou quando Joana chegou ao seu destino.

 

– Preciso descer aqui…

 

– E então, quando nos falamos de novo? – ele perguntou.

 

– A gente se esbarra por aí…

 

– Espera, me diz seu nome… Me dá seu telefone ou seu MSN pra gente conversar.

 

Joana pegou o caderno que Pedro carregava e anotou seu telefone.

 

– Olha que eu vou ligar, hein?

 

– Tudo bem… Prazer.

 

(continua…)

Os olhos de Joana (parte 1)

•abril 13, 2008 • 1 Comentário

E já era quase sete da manhã. E o café já estava quase frio. E tudo contrariava o ordinário. Já passava da hora de Joana sair para o trabalho, que, geralmente, era às seis e meia. O relógio já marcava seis e cinqüenta e cinco e ela ainda estava sentada, com a mão na colherinha, que nem se mexia mais dentro da xícara. O vapor quente do café já deixara de existir há muito e havia metade de uma bolacha no prato em sua frente. No rosto, a maquiagem borrada, os olhos inchados que já não paravam de expulsar lágrimas – embora já nem existissem mais lágrimas para serem choradas.

 

Joana tinha 21 anos de idade. Era uma bela moça, esguia, de longos cabelos cor de mel e olhos castanhos. Sua inteligência era o que mais chamava a atenção: Joana, com esta idade, já havia sido promovida quatro vezes na empresa em que trabalha e, mesmo sem ter terminado o segundo grau, era possuidora de uma inteligência sutil, mas ao mesmo tempo assustadora. Era perspicaz, ativa, atenciosa. Era, ainda, uma boa pessoa. Nas horas vagas, se dedicava a ajudar uma entidade de idosos. Ao chegar do interior, com 16 anos de idade, foi morar na casa de uma tia-avó distante, dona Célia, que dava moradia à menina em troca de sua ajuda nas tarefas domésticas. Joana começou a trabalhar aos 18 anos de idade em uma empresa de sabão. Inicialmente, era uma operária, daquelas que se perdem no meio da multidão vestida da mesma maneira, com touca na cabeça. Hoje já ocupa o cargo de sub-gerente.

 

Os olhos de Joana, com timidez, fitaram o Sr. Mário na primeira vez que os viram. Fitaram até mesmo com um pouco de medo: Mário era o filho do Sr. Jorge Gusmão, dono da fábrica, que viajara sem data prevista para voltar. Deixou, então, os negócios sob gestão de seu único filho varão, Mário, o homem mais bonito que Joana já havia visto, conforme descrição dada a sua tia Célia. Os olhos azuis, que contrastavam com a pele morena e o sorriso mais largo possível, possuíam uma profundidade que penetravam o mais oculto detalhe existente em sua alma.

 

– Então, você é a Joana do Nascimento? – perguntou, entre um sorriso esboçado e um olhar que analisava cada detalhe da moça.

 

– Sim.

 

– Eu sou Mário Gusmão e gostaria de dar-lhe boas vindas à fábrica de sabão J. S. Ltda. Gostaria, ainda, de informar-lhe que você passará por um período de testes que comprovarão se você encontra-se qualificada ou não para desempenhar uma função nesta empresa.

 

– Sim, senhor.

 

– Por enquanto, é só isso. Qualquer dúvida ou problema, não hesite em me procurar. A minha sala fica localizada no terceiro pavimento e o número é 315. Tenha uma boa tarde e, novamente, seja bem-vinda.

 

Virou os calcanhares e saiu. Joana enrubesceu. Não podia conter a taquicardia que lhe acometeu durante alguns segundos. Mas, logo, afastou qualquer pensamento que pudesse invadir sua mente. “Que idéia, Joana!”.

 

(continua…)

Apenas o que quero expressar.

•abril 11, 2008 • 1 Comentário

Muitas vezes é difícil encontrar as palavras certas para falar o que se pensa, não há um livro inteiro que consiga expressa o que realmente sentimos ou achamos, nem uma canção que faça-nos identificar até a última vírgula. Por isso não me atenho a palavras nesse post, contudo a trechos.

Oswaldo Montenegro, e sua famosa “música”, metade, é um grito pro meu coração, não há quase nada que eu tiraria, mas ainda há, então, trancrevo trechos.

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
[…]Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso.

[…]Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer[…].

 

Homenagem ao ex picumã loku.

•março 22, 2008 • Deixe um comentário

kikoloureiro07.jpg

Sabe aquela história que existe doido pra tudo no mundo, pois é, meu namorado é um que me fez comprovar essa teoria. Ex possuidor de um picumã enlouquecedor, metaleiro de doer o fundo do edi, tem uma profunda adimiração ao que ele e parte do mundo chama de um dos melhores guitarristas atuais. Fico me questionando como alguem com uma cabeleira louca dessa pode se consideradar ser humano, tanta gente no mundo precisando de cabelo e esse meio irmão da Amy whinehouse, assim como ela, não abre mão do seu ninho de cobra nem que a Rita Cadilac deixe de dar o fundo do edi.

Eu só tenho uma coisa pra dizer LIGA PRO MEU CABELEREIRO DJÁÁÁÁ… não dá nem pra ser o melhor do mundo sem enxerga as cordas da guitarra com esse picumã impedindo. To vendo samambaias nascendo no meio do couro cabeludo e dá para confundi-lo com tarzan ou eu eu to precisando de uma Rehab????

Bjoscortaessecabeloquepiolhotambémdáemadultos.

Que nojinho.

Créditos: Blog plástico rico.

Querido diário…

•março 13, 2008 • 1 Comentário

Maré de azar

4 kg a mais na balança, pra começo de conversa.

O dia começou. O despertador não tocou. Acordei tarde que dói e mesmo assim fui à faculdade. Sou aluna prendada, fato. Cheguei lá meia hora atrasada. Não tinha mais carteira na sala. Vou até à biblioteca pegar uns livros. Encaro a maior fila e quando chego para fazer o empréstimo, me dou conta que esqueci minha carteira de identidade – ou qualquer documento com foto. Chego tarde no trabalho. Não consigo fazer nenhum acordo. O calor ta infernal, to cheia de alergia por causa disso.

Me desentendo com todos, não tenho paciência pra nada. Brigo com minha mãe, irmão, namorado. Perdi o livro da biblioteca da faculdade (sim, isso mesmo, nem sei como isso se resolve) e, pra tentar esquecer isso, fui tentar estudar por outro que peguei e vi que tinha pego o volume errado!

E em pensar que dizem que o que ta ruim ainda pode ficar pior.

Xô, urucubaca, macumba, olho gordo.. Tá fogo, viu?

Sorte e azar

•março 5, 2008 • Deixe um comentário